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domingo, 24 de julho de 2016

A técnica de leitura da Bússola




Esta técnica eu batizei de bússola, por que, tal como este instrumento, ela indica o Norte, um sentido, uma orientação quando não sabemos que caminho seguir. Ela é indicada para tomada de decisões, geralmente entre duas opções, mas pode ser adaptada para mais de duas, acrescentando-se então mais cartas, conforme o número de opções de escolha da questão, na mesma linha das cartas 3 e 4, e mais outras três explicativas abaixo destas novas cartas. Eu já fiz uma leitura vocacional para uma amiga que continham 5 cartas de opções, mas neste caso, não foi necessário colocar todas as explicativas, pois já havia um bom entendimento da leitura como um todo.

A carta de número 1 é a agulha da bússola. Ela é a síntese de toda a leitura, indicando o melhor caminho dentro do contexto. É possível que a carta não indique nenhuma das opções, permanecendo neutra, o que pode mostrar que os dois caminhos consultados levam ao mesmo lugar ou que existam mais opções. Aqui vai depender da sensibilidade do tarólogo em interpretar a carta e todo o conjunto da leitura para poder chegar a alguma conclusão. Uma dica que funciona comigo, e já testei em outras leituras, é observar para onde a carta parece estar indicando, esquerda ou direita. Se ela olha diretamente para o tarólogo/consulente, pode indicar que as duas escolhas podem ser igualmente produtivas ou não, então, neste caso, é recomendável observar mais profundamente a lâmina, atentar para cada um dos lados da figura e seus detalhes. No caso em que se trabalhe com mais de 2 opções, não é preciso tirar mais cartas-agulhas, apenas ficar atento ao que eu já disse antes, e também sobre as coincidências de naipes; se a carta-agulha é de copas, por exemplo, e umas da opções também é de copas, já temos um bom indicador. A semelhança de cores e posturas entre a carta agulha e uma das opções, e suas respectivas explicativas, também ajudam na interpretação.

A carta 2 representa o(a) consulente, suas preferências e contextos pessoais; para onde ele(a) tende, o que deseja, se está confuso, se está obstinado com uma escolha potencialmente desagradável a longo prazo. Esta carta traça um perfil do(a) consulente em face das escolhas, além do seu contexto interno e externo. Esta carta é muito importante para saber lidar com o(a) consulente no momento de relatar o resultado da leitura.

As cartas 3 e 4 representam as opções de escolha que o(a) consulente tem em mente. Se ele(a) casa ou fica solteiro(a), se vai atrás de uma pessoa ou espera, etc.

As demais cartas (5,6,7,8,9 e 10) são as explicativas da 3 e 4,  e mostram de forma pormenorizada o conteúdo de cada opção, o que é possível ocorrer se tal opção for escolhida.

A ordem de colocação das cartas também não precisa ser seguida à risca, mas o desenho da leitura é importante ser mantido, por questões de dinâmica da leitura.

Quero agradecer a minha amiga, Ana Rita Souza, pois esta técnica nasceu de outra, mais simples, criada por esta amiga, que na época foi batizada de leitura de Janus. A técnica da bússola foi uma expansão e refinamento da leitura de Janus, originalmente com três cartas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Técnica da mandala astrológica


A técnica de leitura da mandala astrológica consiste basicamente em copiar os significados das casas astrológicas, usadas comumente na elaboração de mapas astrais, e usá-los no tarot. Após o embaralhamento distribuem-se as cartas seguindo a sequência numérica da ilustração acima. Após a colocação podemos estudar cada aspecto da vida da pessoa, conforme viramos as cartas correspondentes às casas. Não é necessário virar todas se não quiser, mas é muito interessante do ponto de vista investigativo. Essa leitura é indicada para dar um apanhado geral da vida do consulente. Com essa leitura é possível ficar horas falando sobre as informações que se revelam. Além disso, como na astrologia, as casas tem forte relação umas com as outras. Cada casa representa um aspecto da vida do consulente, o qual seguem os significados:


É importante dizer que as casas opostas são complementares entre si, ou seja, a casa 1 é oposta a 7, e portanto complementar a esta; a casa 2 é oposta a 8 e assim por diante, como está colocado na ilustração.

Existe uma variação dessa leitura que inclui mais 12 cartas, sendo as 12 primeiras constituídas exclusivamente de arcanos maiores, e as 12 últimas por arcanos menores exclusivamente, sendo então 2 cartas para cada casa. O arcano maior representa o aspecto geral da casa, e o menor, aspectos específicos.

Algumas pessoas incluem uma carta no centro como tema, ou mesmo como representante do consulente, num aspecto geral, e dessa forma excluem uma parte do significado da casa 1, deixando-a apenas como fonte de informação de aspectos do corpo físico e psicológico do consulente.


Para os que são mais familiarizados com a astrologia podem fazer o uso de casas derivadas, como no exemplo que darei abaixo:
Imagine que você queira saber as finanças da pessoa com a qual tenha um relacionamento, para isso vc conta 2 casas a partir da 7, o que daria a casa 9, porém, na derivação seria a casa 2 da 7, ou seja, o “dinheiro do(a) namorado(a)”. Para entender melhor como funciona a derivação de casas é interessante buscar material em sites de estudos astrológicos, lá eles vão informar de forma mais detalhada.

Uma última observação a ser feita, como curiosidade, é que cada casa representa originalmente um signo do zodíaco. Por exemplo a casa 1 é a casa de Áries, o primeiro signo e assim por diante, e os significados das casas vem do signo habitante; por isso a casa 1 mostra os aspectos do ego e do corpo físico, pois essas são características do signo de Áries.  Para quem tiver curiosidade, sugiro um estudo dos signos. Abraços!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Técnicas de Leitura 2 - Roda da Fortuna

A Roda da Fortuna - Tarot Mitológico


A Leitura da Roda da Fortuna tem como finalidade a observação do contexto em que o consulente está inserido. É muito bom para se usar em uma abordagem inicial quando o consulente está confuso sobre suas questões. Cada posição na “roda” tem um significado distinto:

Casa 1  - Consulente (o eixo da roda)
Casa 2 - O momento atual, o presente.
Casa 3 - Aquilo que acabou recentemente ou que está em fase de finalização.
Casa 4 - O que já foi finalizado.
Casa 5 - O que está por vir na vida do consulente.

OBS: O movimento do tempo dessa leitura é anti-horário, como já devem ter percebido.

É importante notar, na imagem que representa o consulente(na casa 1), para onde a figura está olhando. Se a figura, seja qual arcano for, olha para a direção da casa 5, ela está olhando para o futuro, na esperança de novos acontecimentos em sua vida, além de ter uma visão de longo prazo. Se ela olha para cima, ou para a direção de quem lê as cartas, ela está focada no presente, e possivelmente é uma pessoa realista. Se ela olha para a esquerda ou para baixo está saudosista, olhando para o passado, e precisa encarar a realidade daquilo que “perdeu”. É muito importante observar essa tendência do consulente.

Agora, um exemplo prático:



Márcia (nome fictício) me procurou pois estava em um grande dilema, gostava muito de um rapaz, mas sabia que ele, mesmo gostando dela, não a “assumia” pois este homem, José(nome fictício) era casado e tinha 3 filhos, mesmo esse casamento sendo fracassado, conforme me disse Márcia. Ela não sabia o que fazer a respeito, mas disse que não queria ser “a outra”. Depois da conversa inicial usei do método da Roda da Fortuna:

Casa 1 – Márcia, a consulente – Temperança

Desde o princípio, quando Márcia veio me procurar, senti que era uma moça equilibrada, suave e muito amorosa. A Temperança veio confirmar essas características de ponderação, além de mostrar que ela gostava muito de José, de uma forma profunda. E sendo uma pessoa com os pés no chão deveria tomar uma decisão. Notem que a figura da Temperança, esta voltada para a casa 5, o futuro, mostrando sua visão ampla, mesmo que os olhos da figura estejam focados nas taças, ou seja, em seus sentimentos.

Casa 2 – Momento atual – Namorados

Aqui se ilustra bem o momento de Márcia, o seu dilema em escolher ser a “número 2” ou “partir para outra”, além de evidenciar o viés romântico do assunto que incomoda a consulente.

Casa 3 – O que está sendo finalizado – A Torre.

Para que Márcia tivesse que fazer uma escolha, a realidade deveria aparecer diante dela antes, e foi o que aconteceu. Quando ela descobriu que José, com que estava namorando a 6 meses, era casado a 20 anos. Essa descoberta, vinda do próprio José, não aliviou a carga emocional da destruição de seus sonhos dourados.

Casa 4 – O que já foi finalizado – Rei de Espadas

Aqui mostra que a ideia que Márcia tinha de José, como um homem íntegro e justo foi por terra. Além disso todos seus planos de viagens conjuntas e de morarem juntos morreu.

Casa 5 – O Futuro próximo – Sacerdotisa

Muito provavelmente Márcia, por ser uma moça equilibrada, escolherá se distanciar de José, pois não vai aguentar a ideia de ser “a amante” e prefere manter-se sozinha do que participar de um “teatro” conforme suas próprias palavras.